sexta-feira, 7 de março de 2008

Minha época de Aladim.

Depois que terminei meu período no exército, comecei a procurar o primeiro emprego. Antes disso eu trabalhei e muito com meu pai. Aliás, trabalhei e briguei porque não queria ser um mecânico em uma oficina que ele tinha. Enfim coisas de pais e sucessão, foi um período bastante traumático, mas passou.

Bom de volta ao meu primeiro emprego. Foi em uma galeria de arte, ambiente completamente diferente e muito estimulante. A galeria vendia quadros, óbvio, e tapetes persa. Foi o meu primeiro contato com gente com bastante dinheiro. Na época, como qualquer produto superfulo os tapetes eram importados com uma taxa exorbitante. Só quem podia comprar tapetes desta qualidade era gente de muito dinheiro.

Como minha função incluía, além da venda a entrega da mercadoria nas casas dos compradores, conheci casa e apartamentos imensos e muito bonitos. A nata do Casa e Jardim brasileira. O que me encantava na nova atividade eram os tapetes, não conseguia admitir na minha cabeça que as pessoas colocassem no chão, para todo mundo pisar, verdadeiras obras de arte. Cada um mais bonito que o outro, dos desenhos geométricos aos florais, todos me deixavam encantado.

Aprendi bastante neste meu primeiro emprego. Hoje não me lembro de quase nada que aprendi. Na época chegava a arriscar, só de olhar para o tapete e dependendo do desenho, de que região era sua procedência. Conseguia distinguir um tapete razoável de um muito bom, só de olhar para sua coloração e o tamanho dos pontos em que fora tecido. Já era quase um expert.

Daí acabou o milagre econômico, os clientes começaram a rarear e eu fui seguir o que na época era o must profissional – área de recursos humanos. Mas isto já é uma outra estória.

10 comentários:

Nanda Nascimento disse...

Adoro quadros, principalmente os abstratos, fico horas admirando.

Interessante, aguardo o restante da estória!!

Beijos e flores!!

Odilon disse...

Cada vez mais eu me admiro com a sua formação eclética - exército, oficina mecânica, quadros e tapetes persas e recursos humanos, só de começo. Imagino o que vem por ai.

Anônimo disse...

... a história é muito interessante... mas só me faz repetir a minha dúvida: será o Otávio uma invenção do Odilávio????

Só uma pizza para desfazer minhas suspeitas!!!

roberto bezzerra disse...

Acho admirável quem conhece tapetes e sabe os nomes e sua procedência.
Meus conhecimentos não vão além da ráfia, do sisal e do buclê...
para mim, a tapeçaria é tão complicada e misteriosa quanto cristais e porcelanas.

Adriana disse...

Adoro tapetes persas.Tenho quatro em casa.Meu sonho de consumo(um deles ) é ter um ISFAHAN ,QUEM SABE HABIBIAN

Pitanga Doce disse...

Eu já bordei um tapete em ponto Kilim. Chique,não? Mas isso foi no tempo do guaraná de rolha e eu estava no Colegial. hehe

abraços

Anônimo disse...

Recursos humanos e a minha area :)

Boa semana

Beijufas de Luz!!

Anônimo disse...

EU NUNCA IMAGINEI E NEM SABIA QUAL ERA SEU PRIMEIRO EMPREGO, APESAR DE INTIMIDADE SUFICIENTE PARA PERGUNTAR.É VENDO POR ESSES LADOS APRESENTADOS, VEJO COMO VC ERA O QUE FAZIA E DE QUE SENTIS SAUDADES.

Anônimo disse...

FOI EU ACIMA

Anônimo disse...

SOU EU XANDA O ANONIMO