Lisboa - 2004
Uma singela homenagem aos amigos de além-mar. E também para matar a saudade. Já está na hora de voltar.
Um bom dia a todos.
picante pero sabroso
Lisboa - 2004
Uma singela homenagem aos amigos de além-mar. E também para matar a saudade. Já está na hora de voltar.
Um bom dia a todos.

Alguém sabe o que é buscar a sorte com o piriquitinho verde do realejo? Acho que as pessoas mais novas não sabem nem do que se trata. Principalmente aquelas que sempre moraram em grandes centros. Eu como nasci e passei minha infância inteira nos fundões das Gerais, vivia correndo por todos os lados atrás da pessoa que carregava o tal instrumento com o misterioso periquito verde. Normalmente era um senhor e para mim, devido a diferença de idade, parecia ser sempre o mesmo velho.
Desde que vi, através da janela de um trem a caminho de Reims, na Champanhe, a cidade de Epernay, fiquei bastante curioso a respeito do champanhe, o líquido que seduz multidões no mundo. Estava escrito no meu guia de viagem que a cidadezinha era completamente sem atrativos turísticos e que a única razão para uma visita seria para meter-se nas diversas caves de calcário e provar o néctar dos deuses. A cidade é totalmente dominada pela indústria do champanhe, um dos mais rentáveis negócios do mundo a ponto de ter a renda per capita mais alta da França.
Só um louco para dar ouvidos ao Odilon, mas como diz o ditado – de médico e louco, todo mundo tem um pouco, então lá vai:
Um dos principais símbolos de poder e soberania, bem como de pureza de corpo e alma, era a flor-de-lis. Bastante cultuada na França medieval, sempre houve discussão a respeito da planta que teria dado origem à famosa figura de três pétalas que tanto marcou a história francesa. O enigma – seria o lírio ou a íris?